sexta-feira, 4 de março de 2011

Estudante diagnosticado com dislexia é aprovado em quatro Universidades Públicas.

A matéria que será apresentada abaixo serve para diminuir a Angústia de uns e ao mesmo tempo aumentar a Angústia de outros. Veja:

A façanha de passar no vestibular não é para qualquer um, aianda mais se o aprovado garantir o seu lugar em quatro universidades públicas: USP, UFMT, UNESP de Rio Claro e UFMG. O principal destaque dessa história não é a quantidade, mas a qualidade da aprovação de Vínicius Zoratti Ferreira, de 19 anos, que aos 15 descobriu que sofria de dislexia.
Cada vez mais comum no universo escolar, ela (dislexia) se apresenta de diferentes formas, dependendo da idade. A escola é a primeira a perceber a dificuldade e lentidão na aprendizagem da linguaguem e escrita. A dislexia é o disturbio mais comum de aprendizado. As confusões das palavras, dificuldades para recordar nomes e rimas podem ser vistas ainda na educação infantil. Entre sete e nove anos, as dificulddes são referentes a definir esquerda/direita, ler e escrever.
Dos nove aos 12 são os erros de leitura e compreensão e as formas irregulares de escrita que indicam a presença do distúrbio. A psicopedagoga, mestre em distúrbio do desenvolvimento, Márcia de Sousa Storer, explica que não há um tratamento medicamentoso específico ou uma terapia única. Para que os disléxicos se desenvolvam se faz necessário encontrar caminhos cerebrais alternativos com o auxílio de profissionais habilitados. "Uma vez identificado o problema do comprometimento no rendimento escolar, deve-se procurar ajuda especializada, envolvendo uma equipe multidisciplinar *(formada por Psicólogos, Fonoaudiólogos e Psicopedagogos e no segundo momento desta avaliação, deve ser acrescentado pareces dos profissionais, como Neurologista, Oftalmologista e outros) para minuciosa investigação", orienta Márcia Storer, que atua também no Núcleo especializado em Desenvolvimento e Aprendizagem, de Maringá.
E para o Departamento de Educação Especial, da Secretária de Educação de Paiçandu, que são encaminhados os alunos da rede com dificuldades de aprendizagem, alterações de fala e linguagem, deficiência nitelectual, física, auditiva e visual. Márcia Aparecida da Silva, diretora da Educação Especial e Fernanda Novelli, fonoaudióloga do departamento, alertam que "é preciso cuidado no diagnóstico precipitado. A dificuldade apresentada pelo aluno não precisa ser necessáriamente dislexia. É indispensável a participação de uma equipe multiprofissional", concordam.
Os pais tem uma papel decisivo no processo de desenvolvimento do aluno. No caso da dislexia, eles são convocados a participar e autorizar o processo de avaliação e são questinados sobre o hístórico familiar, afinal existe incidência expressiva do fator genético nos disléxicos. Na maioria dos casos, os alunos não precisam passar para uma turma de educação especial, apenas são feitas algumas adaptações curriculares na escola regular.
Fonte: Jornal O Diário do Norte do Paraná - Programa Educacional O DIÁRIO NA ESCOLA - Educando a criança, formando o cidadão.
Ah, para terminar, permita me concluir o meu raciocínio inicial - será que o diagnóstico que foi feito ao estudante citado estava correto? Se ele e seus familiares acreditassem que um pessoa com dislexia, não iria chegar tão longe, será que está história de sucesso e superação seria publicada? Pense nisso, e cuidado com os índices de angustia diante de um diagnóstico.
O que é dislexia?
Pode ser definida como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 0,5% a 17% da população mundial é disléxica.
Curiosidade:
Ao contrário do que muitos pensam, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-economica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico.
* (...) acréscimo do terapeuta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário